AGF para algodão chega tarde demais, diz técnico
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
O Ministério da Agricultura anunciou na última sexta-feira a liberação de R$ 100 milhões para Aquisição do Governo Federal (AGF) para algodão em pluma, recurso que deve estar disponível nos bancos a partir do dia 5 de junho. Mas a medida, que tem como objetivo evitar a queda da remuneração ao produto, está sendo considerada tardia para os produtores do Paraná que já têm praticamente 80% da produção comercializada.
Além disso, os preços pagos aos produtores ainda estão acima dos mínimos a média estadual da semana passada para algodão em caroço foi de R$ 8,08/arroba e, em pluma, R$ 28,82/tonelada. Os preços mínimos definidos pela Conab, que não foram reajustados no ano passado, são R$ 8,00/arroba de algodão em caroço e R$ 28,60/t de algodão em pluma.
O governo deveria ter adiantado essa medida para evitar que os preços chegassem nos níveis de hoje. Na verdade, isso vai favorecer mais os Estados de Goiás e Mato Grosso que estão iniciando a colheita, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Maurício Tadeu Lunardon. O coordenador da equipe da cadeia de fibras da Conab, João Paulo de Moraes, quando questionado sobre a demora da medida, afirmou que a produção paranaense é muito pequena, deixando subentendido que o benefício seria para atender grandes regiões produtoras, embora tenha dito que todas as regiões terão acesso ao AGF.
No Paraná, que ocupa o quarto lugar na produção nacional de algodão, a área de produção aumentou 24,7% nesta safra, um total de 67,1 mil hectares que produziram 155,2 mil t de algodão em caroço e 54,3 mil t em pluma, com produtividade média de 2,3 mil kg/he. A produção brasileira está estimada em 850 mil t.
A Conab deve divulgar hoje a quantidade do recurso de AGF para as regiões produtoras.


