O agentes fiscais da Receita Estadual – servidores responsáveis pela fiscalização de impostos estaduais, como o ICMS – pretendem reunir de 600 a 800 pessoas em assembléia que irá decidir, amanhã, sobre ações para pressionar o governo estadual a abrir negociações com a categoria.
Os agentes vão discutir a possibilidade de fazer ‘‘operação tartaruga’’, operação-padrão ou até greve geral. Na pauta de reivindicações está o fim do redutor salarial – mecanismo que limita a remuneração de servidores fiscais no teto de R$ 2,8 mil – volta das promoções e reajuste salarial.
Segundo Miguel Ramos, membro do Conselho Deliberativo do Sindicato dos Agentes Fiscais do Paraná, a categoria é a única no Paraná que não consegue sair do redutor salarial. ‘‘As outras conseguiram negociar com o governo, queremos tratamento igual’’. Ramos destaca ainda que a categoria está há sete anos sem promoções.
Sobre reajuste salarial, Ramos diz que não há um índice fechado a ser pedido, mas ele lembra que os agenstes fiscais estão há mais de cinco anos sem qualquer aumento. ‘‘Queremos negociar, mas o governo não abre nenhuma possibilidade, não há canal de conversação’’.
Os agentes fiscais fizeram várias reuniões nas delegacias regionais e foi constatada a disposição da categoria de tormar alguma medida para pressionar o governo. ‘‘A assembléia vai decidir o que vamos fazer, mas a greve não está descartada, pois sentimos um descontentamento muito grande’’. A assembléia está marcada para 8h30, no Centro de Eventos do Estação Plaza.

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