Agentes financeiros devem deixar o SFH
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sexta-feira, 19 de dezembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Com a aprovação da nova linha de financiamento habitacional pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os agentes financeiros tendem a deixar de financiar imóveis ao comprador por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A tendência é que o SFH passe a financiar a produção de imóveis, em vez do comprador final, afirma Ricardo Yazbek, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
Com as novas medidas, parte dos recursos da caderneta de poupança hoje destinados ao SFH poderá ser desviada para a concessão de financiamento ao comprador pela nova modalidade. Além disso, o contrato pelo novo sistema, denominado pelo mercado de faixa light, além de facilitar o acesso do interessado ao crédito imobiliário, terá cláusulas que poderão ser negociadas entre as partes e, ainda, utilizará a alienação fiduciária, em vez de hipotecária, como garantia do financiamento, o que vai facilitar a retomada do imóvel pelo banco em caso de inadimplência.
Do ponto de vista do mutuário, a mudança da garantia do empréstimo poderá ser desfavorável em momentos de dificuldade financeira, porque o contrato prevê mecanismos que permitem ao banco retomar o imóvel rapidamente em caso de atraso de pagamento da prestação.
Em contrapartida, o novo sistema vai facilitar o acesso de trabalhadores do setor informal e de profissionais liberais ao empréstimo habitacional, porque não será exigida comprovação de renda, mas capacidade de pagamento e não haverá mais limite de comprometimento de renda com a prestação. Interessados na aquisição do segundo imóvel avaliado em até R$ 180 mil deverão procurar essa linha de crédito, em vez da Carteira Hipotecária, porque o juro máximo será de 12% ao ano e porque, ao contrário do SFH, não haverá restrição ao crédito a quem já é proprietário.


