Agentes andam em brasa e superam medo
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quinta-feira, 15 de junho de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
Caminhar sobre brasas. Essa foi a experiência a que se submeteram agentes do Proder (Programa de Desenvolvimento, Emprego e Renda da região de Londrina) na noite de quarta-feira na Pousada das Alamandas, em Rolândia. A aventura, repetida por cada um dos 18 aprendizes de quatro a cinco vezes consecutivas, testou a autoconfiança e limites de superação de cada um. Todos eles recebem treinamento do Sebrae/PR e aprovaram o desafio. Ninguém queimou os pés.
A agente do Proder Joana Martins Pavezzi, de Faxinal, ficou ansiosa antes de passar pelas brasas. Eu achava que não conseguiria. Mas quando vi os colegas andando na fogueira me enchi de confiança. Depois da primeira vez, a gente descobre que é fácil. Basta se fixar num ideal e ir em frente, contou Joana, casada e mãe de dois filhos.
Com perseverança, coragem e confiança a gente vence qualquer barreira, afirmou o agente do Proder Renato Raboni, de São João do Ivaí. O agente de Kaloré, Washington Luiz da Silva, confessou ter ficado com medo até minutos antes da dinâmica. Não estava com confiança. Depois, a gente se supera, comemorou.
A presidente do Instituto Namastê, de Curitiba, Olinda Guedes, que coordenou a dinâmica, calculou que mais de 200 pessoas de várias empresas paranaenses vivenciaram esta técnica nos últimos quatro anos. A exemplo de qualquer obstáculo profissional, é preciso se preparar para caminhar sobre as brasas. A pessoa tem que ter uma estratégia, respeitar o desafio e desenvolver recursos como paciência e compreensão. Ela garantiu que, até hoje, pouquíssimas pessoas saíram feridas. Mas nada sério, somente algumas bolhas.
Os agentes do Proder são líderes no processo de desenvolvimento de seus municípios. Existem 35 agentes na região de Londrina e 183 no Paraná. Os agentes são responsáveis pela articulação das ações que estão sendo realizadas em cada cidade, contou o consultor do Sebrae, Heverson Feliciano.
Implantado em fevereiro deste ano, o programa vai realizar seminários para envolver as comunidades, elaborar um diagnóstico para apontar as potencialidades de cada região e criar fóruns para discutir o desenvolvimento econômico dos municípios.


