Agente não consegue acordo
O agente penitenciário Elias Reis da Silva tenta, desde o início do ano, um acordo com a loteadora Royal, responsável pelo loteamento do Jardim Planalto, na região norte de Londrina. Elias adquiriu um terreno de uma terceira pessoa, deu-lhe como pagamento uma moto e pagou outras 24 prestações. Do total de 100 prestações, 54 já tinham sido quitadas quando Elias comprou uma casa e decidiu desistir dos pagamentos do terreno. Eu preciso de dinheiro para pagar o empréstimo que fiz para comprar a casa, comenta.
O Procon fez os cálculos e constatou que eu tinha direito a receber R$ 6.134,95. Deste valor já estão descontados 10% de multa, que pertencem à loteadora, e mais 6% que a empresa alega ser de custas com papelada. Mas a loteadora só quer me pagar pouco mais de R$ 4 mil. Não acho isso certo, diz Elias. A loteadora se recusou a fazer acordo no Procon, o que levou Elias a contratar um advogado para entrar na Justiça.
O agente penitenciário critica o fato do Procon não ter poderes para determinar à loteadora que cumpra a lei. Isso leva muita gente a desistir de reclamar. Se a pessoa se recusa a fazer o que o Procon manda, a gente tem que pagar advogado e isto implica em custos. Acho que a loteadora deveria pagar o advogado, considera.
A Folha procurou a loteadora, mas não obteve resposta até o final da tarde.
(B.B.)





