A agente penitenciária Liz Pires está movendo uma ação contra o Bradesco porque diz que foi assaltada na agência do banco da Marechal Deodoro, em Curitiba. Mas ela conta que está fazendo isso não tanto pelo assalto, mas porque ficou indignada com o tratamento que recebeu da gerência da instituição. ‘‘Não estou brava com o ladrão como estou com essa gente. Foi muita humilhação, estou traumatizada até agora’’, relata.
Liz, grávida de sete meses e acompanhada de outra filha, conta que foi à agência no dia 11 de abril para quitar uma conta, por volta das 15 horas. Ela lembra que nesse dia chovia muito forte, e o local estava cheio de gente, fazendo com que ela ficasse na fila por 1 hora e 20 minutos. ‘‘Quando estava chegando a minha vez, tirei o carnê da minha bolsa e vi que minha carteira tinha sumido’’, relata. Ela tem certeza que estava com a carteira na bolsa.
‘‘Eu me descuidei, mas foi porque me senti segura, afinal o banco tem vários seguranças e câmeras’’, defende-se. Depois que notou a falta da carteira, Liz conta que foi atendida por dois homens engravatados, mas na opinião dela o que eles queriam era fazer com que ela caísse em contradição. Segundo ela, os funcionários foram à gerência e cerca de meia hora depois voltaram. ‘‘Perguntaram se eu não tinha como pagar a conta, e eu respondi que não, afinal havia sido roubada. Então eles disseram que sendo assim eu não tinha mais nada a fazer na agência e podia me retirar’’, conta, indignada.
Liz diz que ficou muito nervosa. ‘‘Tive que me humilhar e pedir para um desconhecido dinheiro emprestado. No banco eles podiam ao menos ter oferecido ajuda, ligado para alguém na minha casa, mas nada’’, relata. ‘‘Isso que eu sou gestante e estava com meu nen꒒, recorda.
No dia seguinte Liz foi ao 11º Distrito Policial, registrar queixa do furto, e ao Procon, onde foi orientada a ir ao Tribunal de Pequenas Causas, onde foi marcada uma audiência para o dia 16 de junho.
A gerência do banco Bradesco da Marechal conta que o departamento jurídico da instituição está levantando os dados e ainda vai ouvir os funcionários envolvidos para preparar sua defesa. Mas um dos gerentes do banco conta que um empregado que atendeu Liz no dia do assalto alega que a atendeu muito bem, tentando acalmá-la com um copo d’agua, por exemplo. (R.F.)

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