'Agenda mínima' é apresentada a Lula
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de agosto de 2005
Ana Paula Ribeiro<br>Folhapress 
São Paulo O governo federal avalia que a ''agenda mínima'' é importante para o país e ''factível'' de ser implementada. A ''agenda mínima'' é um conjunto de propostas que foi entregue ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por empresários. Eles escolheram itens que já estavam em discussão no Congresso Nacional e no Executivo.
''Percebemos que o presidente considerou pertinente e procedente essa questão'', relatou Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
''O presidente nos disse que era importante que se criassem condições que pudessem contribuir para que se resguarde, no ambiente decisório do país, condições necessárias para que não haja um quadro que possa vir a prejudicar o país ou a economia'', disse.
Ainda de acordo com Monteiro Neto, o presidente aparentou serenidade e defendeu que as investigações de corrupção no governo devam seguir o seu curso normal e que é natural ''certa exacerbação do debate político''.
''O governo tem que seguir governando e fazendo o que tem que fazer no sentido de uma agenda que o governo tem que cumprir'', disse o presidente da confederação.
Monteiro Neto ressaltou que o objetivo da proposta formulada por confederações nacionais de diversos setores da economia é não deixar que a crise política no governo Lula cause uma deterioração no ambiente econômico.
''Nós entendemos que é um momento de crise. É uma crise aguda, mas o país não pode parar'', disse. No entanto, ressaltou que os empresários defendem uma ''rigorosa investigação'' das denúncias de corrupção que atinge o governo.
Além da apresentação feita ontem ao presidente e ao ministro Antonio Palocci (Fazenda), a ''agenda mínima'' será apresentada também ao presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcante (PP-PE).
Ele acredita que os fundamentos da política econômica garantem que a crise não contamine a economia. No entanto, é preciso que o Congresso Nacional não trabalhe focado apenas nas investigações de denúncias para não penalizar a sociedade.
''Cabe ao Congresso assumir uma agenda que é o do interesse do país'', disse.


