AGENDA
Veja o reajuste
salarial em julho
Os sindicatos das principais categorias com data-base em julho não estão conseguindo repor as perdas salariais dos trabalhadores. Os funcionários da Vale do Rio Doce, por exemplo, aceitaram a proposta de reajuste da empresa de apenas 3%, sobre o salário de junho, mais um empréstimo de R$ 400,00, a ser pago a partir de 1998.
Os trabalhadores reivindicavam a reposição da inflação no período. A variação acumulada do INPC, do IBGE, nos 12 meses anteriores ficou em 5,92%.
A proposta de aumento feita pela empresa foi aceita pelos funcionários em troca da manutenção do atual acordo coletivo de trabalho até o próximo ano e também porque, privatizada recentemente, a Vale passa por uma fase de transição.
Aluguel vai subir
entre 5,92 e 8,10%
Inquilinos que têm reajuste do aluguel marcado para julho (pagamento em agosto) estarão corrigindo a locação entre 5,92% e 8,10%, dependendo do índice contratual. Confira os porcentuais de correção: IPC da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 7,08%; INPC do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,92%; IPCA do IBGE, 7,02%; IGP da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 7,59%; IGP-M da FGV, 8,10%.
Os porcentuais correspondem à inflação acumulada pelos respectivos índices nos últimos 12 meses e devem reajustar os aluguéis de inquilinos que firmaram contrato ou fizeram o último acerto da locação em julho do ano passado. Por lei, a periodicidade mínima para o reajuste da locação é a cada 12 meses.
Se o aluguel atualizado ficar acima dos preços de mercado, o inquilino pode tentar um acordo com o proprietário para reduzir o índice de correção ou para continuar pagando o mesmo valor do aluguel. Na negociação, o inquilino deve levar alguns dados para apresentar ao proprietário, como cópias de contratos de locação, firmados recentemente, de imóveis semelhantes ao de onde mora e localizados na mesma região em que foi fixado um aluguel inferior ao que está pagando. Se o proprietário não quiser abrir mão do reajuste integral, o inquilino pode avaliar a possibilidade de mudar-se para outro imóvel com aluguel mais barato.
Como recuperar
perdas no FGTS
O optante do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem duas opções para tentar recuperar as perdas provocadas em sua conta pelos planos econômicos. A primeira é entrar com ação individual ou em conjunto, até dez trabalhadores, que leva de três a quatro anos para ser julgada em todas as instâncias e beneficia apenas os seus participantes.
Outra opção é aguardar a decisão da Justiça em relação à ação civil pública impetrada pelo Ministério Público. O trâmite dessa ação é um pouco mais demorado, leva de quatro a cinco anos. Depois, o trabalhador ainda terá de entrar, por meio de um advogado, com uma solicitação de crédito na sua conta. Esse processo deverá levar, pelo menos, mais um ano.

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