Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha
O reflexo das medidas que impedem depósitos em real feitos por bancos estrangeiros em agências bancárias brasileiras já chegou ao câmbio do dólar na fronteira. As casas de câmbio de Foz do Iguaçu registraram um aumento de R$ 0,10 na venda paralela do dólar. Anteontem a moeda americana estava cotada à R$ 1,90. Ontem porém, a cotação atingiu os R$ 2,00. Em Ciudad del Este no Paraguai, o dólar que há 10 dias era cotado a R$ 1,80, foi negociado ontem a R$ 2,05.
A informação de que está faltando dólar nas agências de câmbio brasileira não procede. Segundo gerentes dessas casas, o que ocorre é uma espécie de ‘‘tempo de espera’’. A moeda americana acaba sendo cotada a um valor maior que o praticado, fazendo com que os compradores evitem transações, enquanto as casas seguram o dinheiro até que o mercado se estabilize.
As mudanças no câmbio estão ocorrendo depois que o Banco Central cancelou uma autorização especial que permitia os bancos paraguaios levarem altos valores em real para cinco agências autorizadas a receber os depósitos. Antes os bancos de Ciudad del Este podiam receber depósitos em real de lojistas paraguaios, já que os negócios realizados com os sacoleiros normalmente são feitos em real.