Agências prevêem que crédito ficará escasso
A agência de risco Standard & Poor's afirmou ontem que os países emergentes podem ficar sem linhas de financiamento externo por causa dos atentados terroristas em Nova York e Washington. Segundo a S&P, a incerteza dos investidores fará com que a aversão a riscos aumente muito, prejudicando o acesso de emergentes, como Brasil e Argentina, ao mercado de capitais estrangeiro.
''A Standard & Poor's espera que os investidores se tornem mais avessos a riscos durante esse período de extrema tensão política. É difícil prever por quanto tempo essas incertezas devem durar, mas, enquanto elas persistirem, vão inevitavelmente elevar o custo e limitar o acesso a financiamentos externos em muitos países emergentes'', disse David Beers, diretor de risco da S&P.
Para a S&P, as avaliações das dificuldades financeiras em outros países e da extensão do apoio político interno, afetadas pelos ataques desta semana, poderão prejudicar o acesso ao crédito para muitas nações. Com base nas consequências da catástrofe, na opinião da empresa, aqueles que fazem política monetária nos países que emprestam recursos podem se tornar mais conservadores.
Os níveis de crédito que a Standard & Poor's pretende revisar inclui países como a Turquia, o Líbano, o Brasil e a Argentina. ''Alguns desses emissores já estavam em uma posição delicada e, portanto, despreparados para esse choque''.





