Agências lamentam fim de vôos da Varig para Foz
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terça-feira, 01 de agosto de 2006
José Antonio Pedriali<br> Especial para AE 
Londrina - ''Está muito difícil'' trabalhar sem a Varig, afirmou Margarete Servoni, funcionária da Frontur, agência de viagens de Foz do Iguaçu, uma das cidades que deixou de ser atendida pela empresa área. As três lojas foram fechadas e os 25 funcionários demitidos sexta-feira. A companhia, segundo sua assessoria de imprensa, não tem previsão de quando retomará os vôos para Foz, segundo principal destino dos turistas estrangeiros no País.
A dificuldade de Margarete é semelhante à de milhares de operadores de turismo: enquanto as rotas nacionais estão sendo cobertas pelas demais companhias aéreas, com grau de dificuldade variável de acordo com a disponibilidade de assentos, as internacionais demandam grande paciência dos interessados. Sobretudo as rotas para a Europa, observa Mara Piubelli Figueiredo, da Albatroz Turismo, de Londrina.
''As passagens promocionais para a Europa acabaram'', diz ela, que prevê a oferta desse tipo de passagem somente a partir de outubro, na melhor das hipóteses. Com o cancelamento da maioria dos vôos da Varig para a Europa, segundo ela, cerca de 3 mil lugares deixaram de ser oferecidos. As passagens promocionais oscilavam em US$ 1 mil. Agora, as mais acessíveis estão em torno de US$ 2 mil.
Para os Estados Unidos houve transtornos no mês passado, quando é grande o fluxo de turistas para a Disney, mas a partir deste mês, com a normalização da demanda, Mara prevê que as agências não terão dificuldade para acomodar os passageiros.
A Varig deixou de operar em Londrina, cujo aeroporto registra cerca de 20 mil embarques mensais, há cerca de quatro meses. A Gol se aproveitou da saída da rival e aumentou o número de vôos para Londrina, onde também opera a TAM.
Em Curitiba, 30 dos quase 70 funcionários da Varig foram demitidos sexta-feira, dia em que a companhia dispensou 5,5 mil pessoas. Todos os cinco diários para o aeroporto de São José dos Pinhais, que atende a capital do Paraná, foram suspensos.
Apesar do cancelamento dos vôos, ''ninguém ficou no chão'', garante o gerente de vendas da empresa em Curitiba, José Carlos de Melo. Ele acredita que até o final do mês a Varig voltará a operar em São José dos Pinhais.


