Curitiba - O Sindicato dos Bancários de Curitiba aderiu ao movimento nacional de greve da categoria, que começou na última quarta-feira. Cerca de 100 agências na Capital fecharam as suas portas ontem, além de bancos em São José dos Pinhais, Pinhais e Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A decisão foi tomada depois de assembléia na noite de quinta-feira. Mais de mil pessoas participaram da reunião, que teve de ser transferida do Clube Clotário Portugal para a rua, apoiada por carro de som, devido a adesão dos bancários curitibanos.
A greve é por tempo indeterminado. Os movimentos mais fortes ocorreram na Caixa Econômica Federal (Caixa) e no Banco do Brasil (BB). Das 99 agências na Grande Curitiba, apenas 12 abriram as portas. Cerca de 3,5 mil bancários cruzaram os braços ontem. ''Queremos reabrir as negociações'', disse a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stedile.
Os bancários reinvindicam reposição das perdas inflacionárias de 6,22% e um aumento real de salário que completaria um reajuste de 25%. Os bancários também pedem Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de um adicional de R$ 1,2 mil para todos os funcionários. No início do mês a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ofereceu aumento de 8,5% sobre os salários pagos em agosto e 80% de um salário como PLR. A proposta foi rejeitada pelos bancários, que aguardam contraproposta da federação.
Ontem, as agências centrais do HSBC e do Bradesco também permaneciam fechadas. No fim da tarde, o Sindicato dos Bancários recebeu uma liminar proibindo a paralisação no Bradesco, com multa de R$ 50 mil por dia por agência fechada. A decisão teve por base a Lei de Propriedade Privada. Ontem, o BB também entrou com pedido de proibição da greve, mas nenhuma decisão tinha sido tomada até o fechamento dessa edição. Algumas agências do Real, Unibanco e Santander também permaneceram fechadas ontem. (Colaborou Luciana Pombo)

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