A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) afirma que o setor deve fechar o ano com um crescimento de 20% nas vendas na comparação com 2010. O bom resultado, segundo a entidade, está relacionado ao surgimento de novos consumidores que chegaram à classe média nos últimos anos e colocaram o turismo no seu orçamento familiar.
Em Londrina, as agências confirmam um crescimento na faixa de 15%. É o caso da Globaltur. Segundo a proprietária, Sineya Pinto, a participação da classe C na carteira de clientes cresceu bastante em 2011. ''É um pessoal que procura por pacotes para o Nordeste e também para Buenos Aires'', ressalta.
Esse público, de acordo com ela, também busca passagens aéreas principalmente para Curitiba e São Paulo. ''Atendemos muitas pessoas que viajaram de avião pela primeira vez neste ano'', declara.
Mas o crescimento nas vendas não está amparado somente nos destinos mais próximos e baratos. ''O dólar baixo resultou em uma grande procura pelos roteiros internacionais. Além disso, as promoções das companhias aéreas ajudaram muito'', afirma.
Outro público que tem crescido, de acordo com a Globaltur, é o das ''sacoleiras de luxo'', que vão aos Estados Unidos comprar produtos para revender no Brasil. ''Tem muita gente voando para Miami e principalmente Orlando para fazer esse trabalho. O mundo inteiro vai visitar o Mickey Mouse e lá se concentram os grandes shoppings para receber esse pessoal. A maioria dos out lets fica em Orlando'', explica.
De acordo com Sineya, um bom relógio, que no Brasil pode ser vendido por R$ 1.800, é adquirido nesses shoppings por US$ 120 - cerca de R$ 220. Ela acredita que, enquanto o dólar se mantiver abaixo de R$ 2,50, haverá mercado para a revenda de produtos no País.
Sineya está otimista com relação a 2012, já que haverá um grande número de feriados que cairão nas quintas e nas terças-feiras.
Para a Giramundo Turismo, o ano também foi ''razoável'', com crescimento entre 10% e 15% nas vendas. Mas, segundo o agente de viagens, Marcelo Padulla, as empresas estão enfrentando dura concorrência dos sites de compras coletivas. ''Não fosse isso, teria sido muito melhor'', alega.
Para enfrentar a concorrência, de acordo com Padulla, as agências estão argumentando que a compra presencial é mais segura. ''Se alguém compra um pacote pela internet e ocorre algum imprevisto, essa pessoa fica desamparada na viagem. Comprando com a gente, o turista conta com o nosso apoio'', ressalta.
Já a sócia da Agência Avenida, Aurea Marquezini, ainda não fez o balanço do ano, mas tem certeza de que houve um aumento nas vendas na comparação com 2010. ''Vendemos muitos pacotes, por exemplo, para Fortaleza, Este é um destino que ficou um tempo esquecido'', destaca. Nos pacotes internacionais, segundo ela, Nova York é o campeão de vendas.
A classe C, de acordo com ela, também tem procurado mais a agência, principalmente em busca de pacotes promocionais para o Nordeste. ''Fora de temporada, chegamos a vender pacote de sete noites em Porto Seguro por R$ 900, pagos em até 10 vezes'', conta.

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