Israel Reinstein
O novo modelo de discagem para as ligações nacionais e internacionais atrapalhou ontem o trabalho das agências de turismo de Curitiba. Com dificuldade para conseguir linhas, muitas empresas tiveram que optar por outros sistemas - como a Internet - para atender clientes interessados em reservas de passagens e vagas em hotéis.
A agência Brementur informou que as ligações mais complicadas foram para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio grande do Sul. Para a capital paulista, os operadores da empresa não conseguiam completar a ligação.
Situação semelhante aconteceu na Orion Turismo. ‘‘Mesmo fazendo as ligações corretamente, era impossível conversar com as empresas de São Paulo’’, conta a operadora Elaine Schneider, da Orion Turismo. Durante a tarde, as cinco atendentes da empresa ouviram insistentemente a mensagem informando que a discagem estavam erradas.
Para tentar burlar esta situação, Elaine passou a enviar os pedidos de vôos e reserva em hotéis por e-mail. Apesar de usar esta tática, nem todas as solicitações foram respondidas. ‘‘Quase não tive chamadas de Porto Alegre e São Paulo’’, comenta. Ela conta que normalmente na segunda-feira, a agência gasta uma grande quantidade de papel de fax. ‘‘Mas como o sistema de telefone não funcionou, não veio nenhum’’, diz.
Na Rodoferroviária de Curitiba, as empresas de ônibus anteciparam as reservas, usando sistemas internos. Na Itapemirim/Penha, um programa de software, interligado por microondas, evitou que os passageiros ficassem sem o bilhete. ‘‘Mas não impediu que ficássemos sem informação do ônibus em trânsito’’, explica o gerente Pedro Pires de Lima.
Lima conta que, nas linhas que ligam Paraná e São Paulo, os motoristas não conseguiam comunicar à agência de Curitiba possíveis atrasos. ‘‘Era impossível estabelecer contato, como por exemplo, de registro.’’

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