Agências criticam passagens aéreas a R$ 1
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quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Fabíola Salani<br>Folhapress 
Rio de Janeiro - Na abertura do 34º congresso da Associação Brasileira das Agencias de Viagem (Abav), seu presidente, João Martins Neto, criticou promoções de passagens aéreas a R$ 1 ou R$ 50 e pediu que o total de assentos disponibilizados nas ofertas seja divulgado ao público.
Peço à Anac [Agencia Nacional de Aviação Civil] que regulamente que nesse tipo de oferta qualquer pessoa saiba quantos assentos são oferecidos a preços mais baixos. Porque, do contrário, são criadas falsas expectativas e o cliente passa a madrugada na esperança de conseguir uma passagem que não existe.
A critica veio depois de uma defesa das aéreas nacionais em geral e não foi nominal, embora Martins Neto tenha citado apenas ofertas da Gol em sua fala.
Ela teve origem nos conflitos envolvendo aéreas e agências nos últimos anos devido à discordância quanto às comissões pagas. Martins Neto chegou a dizer que 80% dos bilhetes aéreos e pacotes hoje no Brasil são vendidos pelas agências e há incompreensão das aéreas para com as nossas comissões.
O vice-presidente de marketing e serviços da Gol, Tarcisio Gargioni, disse que a aérea, com críticas ou sem críticas, não vai desistir das promoções. Quanto às comissões, Gargioni disse que a Gol paga o mesmo percentual a todos os agentes e que está disposta a negociar.
O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, disse que as ofertas são reguladas pela agência, que recebe o total de assentos disponíveis, e que o correto é que elas sejam ocasionais, para não haver canibalismo.
Varig
- O presidente da Abav pediu à Anac que acelere a concessão do Cheta à Varig -certificado que confere status de aérea. Presente à solenidade, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, foi além. Pedi ao Zuanazzi que me dê esse presente de Natal.
Mas o presidente da Anac foi mais cauteloso. Estamos analisando uma concessão para uma nova companhia. Eles entraram com o pedido em 24 de julho. A Gol, por exemplo, levou nove meses para obter a certificação. Essa é uma avaliação técnica, não politica.


