Além de realizarem projetos, as Agências de Desenvolvimento Regional (ADR's) são responsáveis pela captação de recursos para colocá-los em prática. Em Francisco Beltrão, por exemplo, a ADR do Sudoeste do Paraná, já captou recursos na ordem de R$ 2,5 milhões desde que foi implantada em 2000. ''A verba foi aplicada na região em pequenos e diferentes projetos'', disse o diretor da ADR, Célio Wessler Bonnetti.
Para ele, a agência serve como ponte para unir diversos lados da sociedade, é um instrumento de articulação tanto de empresas públicas quanto privadas. ''A ADR junta os diferentes 'atores' para que todos pensem em um único projeto'', comentou Bonnetti.
Além disso, o diretor pontuou que o mais importante é que as ADR's de todo o Estado reconhecem que o desenvolvimento acontece de acordo com os desejos e a vocação de cada região. ''É isso que a agência faz, trabalha com a vocação da região'', frisou.
Segundo ele, um dos dos projetos que a agência do sudoeste - que agrega 42 municípios - já colocou em prática foi junto ao segmento de piscicultura. ''Trabalhamos para o fortalecimento do setor''. O mesmo está acontecendo, atualmente, junto às empresas de agroindústria familiar. ''Nesse caso estamos trabalhando em parceria com o Ministério da Integração Nacional em três projetos'', adiantou Bonnetti. Um deles, é para o fortalecimento desse segmento. A ADR prevê o fornecimento de equipamentos e a capacitação de terceiros.
Em Maringá, um dos projetos que a agência local - o Instituto para o Desenvolvimento Regional (IDR) - está desenvolvendo é a implantação do Parque Tecnológico da cidade. ''Visamos estruturar uma área para instalar empresas desse segmento'', destacou o consultor do instituto, Sebastião da Silva Freitas. Segundo ele, nessa primeira etapa, o IDR está trabalhando para sensibilizar as lideranças locais e mostrar a importância do projeto.
Implantado desde 1994, o IDR tem atuado em projetos nas mais variadas áreas, e em diversos municípios. Recentemente, por exemplo, o instituto conseguiu recursos junto ao Finep - agência financiadora de estudos e projetos do Governo - para conhecer a cadeia produtiva de fécula, na região de Paranavaí. ''Trouxemos especialistas que conhecem esse segmento, eles estudaram essa região e a partir dessa análise foi possível delinear alguns projetos'', disse Freitas.
Um do projetos que surgiram, a partir dessa visita dos especialistas, foi o de mapear a área de produção da fécula por satélite. ''A partir disso, é possível verificar o quanto é produzido, para se ter um melhor controle da oferta e da demanda'', afirmou o consultor.
Para ele, as agências de desenvolvimento fazem um trabalho de bastidor, que pouco aparece, mas tem um papel fundamental. ''A gente percebe que sem projeto não há recurso. E a gente tenta captar os recursos'', salientou. Somente para este anos, o governo federal liberou mais de R$ 500 milhões para serem destinados às agências de todo o País.

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