Curitiba - As agências bancárias de Curitiba estavam lotadas ontem no primeiro dia de funcionamento depois da greve dos vigilantes. A categoria paralisou o funcionamento dos bancos no período de 1º a 4 de fevereiro. Os clientes chegaram a esperar de uma a duas horas para serem atendidos nos caixas dos bancos do centro da Capital.
A reportagem percorreu ontem agências dos bancos HSBC, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Itaú e todas estavam com grande movimento. Em algumas delas havia fila para fora do estabelecimento. O movimento ficou mais intenso porque, além do fim da greve, ontem era o quinto dia útil do mês, data na qual há concentração de pagamentos de salários, aposentadorias e pensões.
Em uma agência da Caixa no centro de Curitiba são atendidas cerca de mil pessoas por dia. Com os quatro dias de greve, ontem havia um movimento represado de 4 mil pessoas. A previsão é que a partir de amanhã, o fluxo de clientes comece a voltar ao normal. Na Caixa, o movimento é maior por conta do pagamento de benefícios como FGTS, seguro-desemprego, bolsa família e PIS.
Nas agências do HSBC, o movimento também era intenso. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a greve dos vigilantes fez muita coisa ficar acumulada, mas a previsão é que tudo volte ao normal a partir de hoje. O Banco do Brasil informou que o movimento foi grande nas agências, mas não ocorreu nenhum tipo de incidente.
O corretor de imóveis Pedro Osatchuk disse que teve que adiar a venda de um imóvel por conta do fechamento dos bancos. Além disso, teve alguns transtornos menores com pagamento de contas pessoais. O bancário Renato Lehmann disse que geralmente faz as transações bancárias pela internet, mas ontem precisou ir ao banco para realizar um depósito. ''Com terminais fora de funcionamento e filas é preciso ter muita paciência'', disse. A auxiliar de escritório Jucianesa de Oliveira da Silva precisou fazer um depósito ontem, mas encontrou a agência bancária lotada.
Os vigilantes voltaram ao trabalho em todo o Paraná depois de aceitarem a proposta feita pelo sindicato patronal. A categoria conseguiu um reajuste de 7% no piso salarial, adicional de risco de vida de 12,57% (R$ 134), vale refeição de R$ 13, pagamento dos dias parados e estabilidade de 60 dias.
''Iniciamos a paralisação porque não tínhamos nenhuma perspectiva de acordo com ganhos reais para os trabalhadores e terminamos hoje com um ganho de 5% na massa salarial'', afirmou o presidente da Federação dos Vigilantes do Paraná e do SindVigilantes de Curitiba e Região, João Soares. Agora, o piso do vigilante patrimonial será de R$ 1.066.

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