A empresa Condor Super Center – uma das últimas grandes redes de supermercados que ainda estão nas mãos de empresários paranaenses – firmou ontem termo de cooperação com o governo do Estado para capacitar mão-de-obra. A empresa irá contratar, nos próximos meses, 700 novos funcionários para duas novas lojas que serão inauguradas em Curitiba. Os futuros empregados já foram selecionados e passarão por treinamento feito pela Agência do Trabalhador, entidade que conta com recursos federais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O termo de cooperação foi assinado pelo dono dos supermercados Condor, Pedro Joanir Zonta, e pelo governador Jaime Lerner. Esta é a primeira vez que o empresário utilizará os recursos e a infra-estrutura da Secretaria do Trabalho para suas lojas de Curitiba. ‘‘No Interior já fizemos várias parcerias com as Agências do Trabalhador e Associação Comercial’’, afirmou Zonta.
O treinamento foi garantido após ampliação nos recursos que o Estado tem recebido do FAT. ‘‘Até há um ano recebíamos apenas R$ 9 milhões do FAT, mas hoje estamos com R$ 35 milhões de verbas federais, o que permite atender maior demanda’’, afirmou o secretário do Trabalho, José Carlos Gomes Carvalho. A meta das Agências do Trabalhador é capacitar profissionalmente 300 mil pessoas.
Pedro Zonta pretende inaugurar um hipermercado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, até fim de julho. A loja abrirá vaga para 520 funcionários. O Condor faz também um supermercado no bairro Cajuru, onde serão contratados outros 180 trabalhadores. Os salários variam de R$ 250,00 a R$ 6 mil (casos específicos de diretoria). A média salarial é de R$ 400,00.
Em todo o Estado, há 19 supermercados com a bandeira Condor. Dez são em Curitiba. Pedro Joanir Zonta tem planos de crescer mais. ‘‘No nosso ramo ou cresce ou desaparece’’, afirmou. Ele disse que já sofreu muita pressão para vender sua empresa para grupos de fora, como ocorreu com Mercadorama, Parati, Coletão e Mufattão, no Paraná. Mas garantiu que não pretende ceder à tentação. ‘‘Falei tanto não para eles que hoje nem sou mais assediado’’, disse, em tom de descontração.
O problema para as empresas paranaenses é competir com as estrangeiras. Zonta admite que a batalha é difícil. ‘‘Temos que negociar muito com fornecedores para termos condições iguais.’’

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