Nova York (EUA) - O Brasil enfrenta um ano extremamente desafiador na economia e na política, mas as correções em curso pelo governo devem gerar melhorias no país ao longo do tempo, afirmou ontem a diretora da Standard & Poor’s, Lisa Schineller. Schineller ressaltou, no entanto, que a economia brasileira deve registrar contração neste ano e manter um nível baixo de crescimento pelos próximos "vários anos".
Na segunda (23), a agência de classificação de risco manteve o selo de local seguro para investir, o chamado grau de investimento. A nota de crédito do País continua a mesma e com perspectiva "estável". O anúncio foi um alento para governo, que, desde a retirada pela Moody’s do grau de investimento da Petrobras, em fevereiro, passou a temer que a nota do País fosse reduzida.
"As correções de política que estão em curso são amplas e cerca de 80% delas podem ser gerenciadas diretamente pelo Tesouro, não precisam de aprovação do Congresso", afirmou a diretora da S&P, citando as dificuldades encontradas pelo governo nas últimas semanas para aprovar reformas no Legislativo.
"Vai ser bastante desafiador, mas acreditamos que há apoio para as reformas no governo. A chave será a maior articulação com o Congresso, que acreditamos que também apoiará as medidas com o tempo." De acordo com as projeções da agência, o PIB (Produto Interno Bruto) encolherá 1% neste ano, como efeito da elevação dos impostos, do corte de incentivos e da redução dos investimentos pela Petrobras, mas avançará 2% em 2016.

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