Agência Moody's rebaixa nota da Copel e outras companhias
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segunda-feira, 05 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo - A agência de classificação de risco Moody's decidiu reavaliar as condições do setor elétrico brasileiro e rebaixou o rating de algumas empresas da área. A decisão atinge as distribuidoras de energia Eletropaulo, Cemig (Minas Gerais), Copel (Companhia Paranaense de Energia) e CEB (Companhia Energética de Brasília).
A agência considera a possibilidade de que as mudanças na política do governo federal possam ser prejudiciais aos interesses dos investidores.
A alteração dos ratings reflete também a preocupação da Moody's com o endividamento das empresas em moeda estrangeira, devido ''às incertezas do ambiente econômico prevalecentes no Brasil.'' A Moody's avalia que algumas dessas empresas, como a Cemig e a Copel, que tem aproximadamente 50% da dívida em dólar, sejam afetadas pela desvalorização do real.
Conselheiros - A Copel vai substituir membros do Conselho de Administração. A convocação foi feita pelo presidente do conselho, Alex Beltrão, e tem o objetivo trocar pessoas que se desligaram do cargo de conselheiro.
A assembléia está marcada para o próximo dia 20. Para Beltrão, a troca de conselheiros não deverá provocar impacto na administração da empresa porque as grandes diretrizes são decididas pelos acionistas majoritários. ''Os conselheiros discutem a política da empresa, dentro de um quadro societário'', explica.
Um dos conselheiros que será substituído será o ex-secretário Lubomir Ficinski, que optou por ser candidato a vice-governador na chapa do candidato Beto Richa (PSDB).
Na troca de cargos, as estatais aproveitam para desligar os membros de conselhos que são apadrinhados por ''desertores do poder''. Ou seja, aqueles que sempre apoiaram o governo, mas em função do período eleitoral acabam mudando de lado. (Colaborou Vânia Casado, de Curitiba)


