A agência americana de classificação financeira Moody’s aumentou ontem, significativamente, a graduação da dívida do Brasil tanto em reais como em outras moedas, em seu ranking de investimentos. A boa notícia chega dois anos depois da crise financeira que abalou a maior economia da América Latina.
A classificação das letras brasileiras em moedas estrangeiras subiu de B1 para B2 e as das letras do Banco Central do Brasil em reais de B1 para B3, indica um comunicado da Moody’s.
Essa melhora marca um aumento da confiança na economia brasileira. O economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do Banco Central, disse que foi importante a elevação de risco anunciada hoje pela agência Moody’s para papéis brasileiros. ‘‘Vários investidores institucionais, como fundos de pensão, precisam dessa espécie de carimbo para que possam investir em mercados emergentes como o brasileiro’’, observou Freitas Gomes, que é professor do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec).

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