Cascavel – A Agência do Trabalhador em Cascavel vem registrando um número crescente de colocação de profissionais no mercado de trabalho desde o mês de outubro do ano passado. Algo que vem surpreendendo é que o crescimento aconteceu no setor industrial, o que revela que as contratações são para empregos fixos, e não temporários, como acontece geralmente no final do ano.
Com base na população economicamente ativa do município, a Agência do Trabalhador de Cascavel estipulou como meta a colocação mensal de 160 pessoas no mercado de trabalho. Somente no mês de novembro, foram colocados nas empresas da cidade 383 novos empregados. Nas duas primeiras semanas do mês de dezembro, 133 pessoas conseguiram um emprego por intermédio da agência.
Segundo a gerente da Agência do Trabalhador, Izabel Dietrich de Vergara, o crescimento das vagas no mercado de trabalho continuou em alta no início de 2002. Desde a segunda quinzena de dezembro até a última semana, 218 trabalhadores foram colocados no mercado de trabalho em Cascavel. ‘‘É um crescimento atípico para a época’’, observa.
Além dos 218 empregos criados até o início da semana, mais de 100 pessoas foram encaminhadas pela Agência do Trabalhador e irão trabalhar na Penitenciária Industrial de Cascavel, que deverá ser inaugurada até o final deste mês. Entre elas estão agentes penitenciários, médicos, cozinheiras e dentistas.
De acordo com Izabel Vergara, o crescimento do emprego aconteceu no setor de frigoríficos e fabricação de peças. A Coopavel (Cooperativa Agrícola de Cascavel) foi uma das empresas que mais abriram vagas para novos funcionários. Ela afirma que, segundo explicações da empresa, os novos postos de trabalhos surgiram porque houve um aumento das exportações dos produtos para países orientais, especialmente para o Japão.
A crise econômica da Argentina também contribuiu para o crescimento do nível de emprego. ‘‘A crise fez com que as empresas fossem buscar outros mercados para exportações. Com isso tiveram que aumentar o quadro de funcionários’’, disse.

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