O governo do Estado conseguiu aprovar ontem na Assembléia Legislativa a criação da Agência de Desenvolvimento do Paraná. A empresa de economia mista incorporará a carteira de fomento do Banestado e o Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE). A empresa servirá para financiar novos investimentos empresariais. A oposição conseguiu garantir, através da aprovação de uma emenda, que 25% da carteira de financiamento seja destinada apenas para as micro e pequenas empresas.
A Agência de Desenvolvimento do Paraná terá um capital inicial de R$ 4 milhões com uma possibilidade de ser estendido até o limite de R$ 900 milhões, em ações ordinárias nominativas. O dinheiro virá do Tesouro do Estado, que deterá o controle acionário da empresa, com 3,9 mil ações do total de quatro mil. As demais ações ficarão com a Banestado S.A. Participações, Administração e Serviços.
Pela lei aprovada, a agência poderá exercer a função de liquidante do Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep), que está em liquidação ordinária. A empresa pode ainda fazer os acordos necessários para o encerramento dos trabalhos liquidatórios da instituição financeira. A empresa também irá incorporar os ativos da carteira de desenvolvimento do Banestado e do FDE.
A articulação da criação da agência foi feita pelo ex-secretário da Fazenda e recém noemado secretário do Planejamento, Miguel Salomão. O secretário seguiu orientação do Banco Central, que tem estimulado os Estados a criar suas próprias agências de fomento. O Banco Central poderá liberar recursos para financiamentos das agências estaduais.
O governo do Estado tem interesse ainda de incorporar a parte paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), na Agência de Desenvolvimento. Mas por causa da resistência imposta por diretores do banco, principalmente, pelo vice-presidente e diretor financeiro do BRDE, Fernando Fontana.

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