O governo do Estado agendou para amanhã o lançamento da Agência de Desenvolvimento do Paraná S.A. A empresa será criada por exigência do Banco Central para que se possa viabilizar o repasse de R$ 100 milhões do governo federal para o fomento de empresas paranaenses. A agência terá o nome de Banco do Emprego e vai ter representação em todas as regiões do Estado. Até que o Banco Central libere as verbas, o Banco do Emprego vai funcionar como agência de fiança. A apresentação do projeto deverá ser feita pelo governador Jaime Lerner em Curitiba, na parte da manhã, e à tarde em Londrina.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, disse que a condição de agência de fiança é provisória. ‘‘Até vir o dinheiro do governo federal, vamos funcionar como agência de fiança, mas vamos operar também com recursos do FDE (Fundo de Desenvolvimento do Estado)’’, afirmou Gionédis. Ele explicou que o aval será, preferencialmente, para o pequeno empresário que vai ao banco e não consegue crédito, porque não dispõe de avalista.
A criação da Agência de Desenvolvimento está sendo adotada por vários Estados que entraram no programa de renegociação de dívida. A empresa vai substituir as demais carteiras de fomento que liberavam recursos para financiar pequenos e médios empresários, além de agricultores. Os Estados emprestam o dinheiro do Banco Central, que terá de ser devolvido num prazo de 30 anos com 6% de juros ao ano. ‘‘É uma linha ideal, pois não se faz fomento com dinheiro caro’’, afirmou Gionédis.
Como o dinheiro do Banco Central ainda não foi liberado, a Agência de Desenvolvimento começará a operar com o capital mínimo exigido por lei, que é de R$ 4 milhões. Os recursos do Tesouro do Estado é que integralizam o capital. Haverá ainda uma linha do FDE, mas os números ainda não foram divulgados.
O Banco do Emprego vai contar com a participação de empresários das associações comerciais e representantes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Eles vão ajudar a fazer a seleção dos candidatos aos empréstimos liberados pela agência.

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