Aftosa pressiona preço da carne e IPC-S fecha em 0,47%
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de outubro de 2005
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - O impacto dos primeiros sinais de febre aftosa no Mato Grosso do Sul já causaram uma ''antecipação de alta'' nos preços das carnes no varejo. No Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 15 de outubro, os preços das carnes bovinas subiram 2,80%, ante aumento de 1,46% na apuração da semana anterior. Para o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, o preço mais alto é devido à possibilidade de redução de oferta de carne no mercado interno, ante a perspectiva de aumento no abate de cabeças para conter os focos da doença. O IPC-S de até 15 de outubro subiu 0,47%, acima da apuração anterior (+0,39%).
''Todos os cortes de carne bovina apresentaram aumento. Acho que os comerciantes devem estar se antecipando (a uma possível redução na oferta)'', disse. Entre os destaques de alta de preços estão cortes de primeira, como alcatra (de 3,49% para 5,20%); contra-filé (3,58% para 5,19%); e lagarto plano (de 2,72% para 4,29%).
Braz informou que a elevação inicial de preços foi voltada para os chamados cortes de carne ''de primeira''. ''Os cortes de primeira sempre sobem antes que os de segunda'', afirmou.
O IPC-S de até 15 de outubro aumentou principalmente devido ao impacto das tarifas e preços administrados na inflação, e à deflação mais fraca nos preços dos alimentos (de -0,55% para -0,33%) - que foi influenciado pela alta nos preços das carnes. Ao falar sobre o setor de alimentação como um todo, Braz comentou ainda que os preços no varejo, no âmbito do IPC-S de até 15 de outubro, estão começando a apresentar sinais de aceleração. ''Parece que a deflação nos preços dos alimentos está com os dias contados'', avaliou.


