Aftosa não afeta preços das carnes no varejo
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sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O excesso de estoques dos frigoríficos e distribuidoras do Paraná estão mantendo estável o preço da carne bovina e suína. A suspeita de febre aftosa em algumas cabeças do rebanho estadual não foi suficiente para fazer baixar o custo para o consumidor final em Londrina. Os prejuízos ficaram apenas com os criadores que, no mês passado, viram o preço médio da arroba baixar de R$ 54 para R$ 49, com picos de R$ 46. Entretanto, nos últimos dias, a cotação reagiu, atingindo R$ 52 a arroba.
Segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) de Londrina, órgão ligado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, feito na quarta-feira em quatro supermercados e dois açougues, espalhados entre o centro e a periferia da cidade, a carne de 2 apresentou uma redução média de 6%. Os demais cortes tiveram uma variação normal do mercado, com diferenças de centavos entre um mês e outro (veja quadro).
Na avaliação do veterinário Fábio Mezzadri, técnico do Deral, os preços para o consumidor continuam altos porque as redes de varejo e supermercados formaram estoques quando o preço da arroba ainda estava em alta. ''Os preços começaram a cair no dia 11 de outubro e o reflexo dessas baixas deve começar a ocorrer no final deste mês, se houver'', acrescenta. Segundo ele, como a suspeita de febre aftosa não se confirmou e o consumo de carne bovina e os preços tradicionalmente sobem no final do ano, provavelmente, o consumidor final não sinta os reflexos da queda do preço da arroba.
Já o preço do lombo suíno caiu cerca de 20% no varejo. Em novembro, a média de preços foi de R$ 11,48 o quilo; em outubro, o custo era R$ 14,45, o quilo. Já cortes como o pernil e a paleta quase não tiveram variação: de R$ 5,59 neste mês para R$ 5,53 em outubro. Também neste caso, os suinocultores é quem ficaram com os prejuízos.
No início do mês passado, o quilo do porco vivo era comercializado por R$ 2,40 atingiu R$ 1,50 e estava cotado a R$ 1,80 na quarta-feira. No entanto, depois do anúncio da abertura das barreiras sanitárias de São Paulo, a cotação reagiu um pouco e fechou ontem a R$ 2 a arroba. São Paulo é um dos maiores mercados consumidores dos animais do Paraná. Em média, são enviados ao Estado entre 10 mil e 15 mil porcos vivos por semana.


