AES Tietê tentou remessas
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sábado, 15 de março de 2003
Agência Estado 
Rio - A AES Tietê, geradora controlada pelo grupo norte-americano AES, tentou, no segundo semestre de 2002, reduzir em R$ 50 milhões seu capital social para remeter recursos à matriz, nos Estados Unidos. A operação foi sustada por interferência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que já multara em R$ 7 milhões a AES Tietê pela redução irregular de R$ 160 milhões em seu capital cinco meses antes. A AES recorreu da multa e o caso ainda será julgado pela diretoria da Aneel.
O grupo AES ganhou destaque em meio à crise do setor elétrico brasileiro ao anunciar, em janeiro deste ano, a impossibilidade de saldar dívidas no montante de US$ 1,2 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contraídas durante a aquisição de uma de suas subsidiárias, a distribuidora paulista Eletropaulo.
O governo federal está analisando dados segundo os quais o grupo AES, detentor de 53% do controle da AES-Tietê, já teria recebido US$ 69 milhões (R$ 237 milhões, ao câmbio da última sexta-feira) em dividendos, juros sobre capital próprio ou redução de capital desde 2000, primeiro ano da empresa no comando da geradora.
Indeferido - Em fins de 2001, a AES Tietê solicitara à Aneel autorização para a redução de capital, com a alegação de que a situação de caixa da geradora era suficientemente confortável para isso. O pedido foi indeferido pela agência reguladora, que considerou a medida preocupante em meio a um período de racionamento de energia, com redução geral de 20% do consumo.


