Rio de Janeiro - A americana AES terá 11 anos para pagar o US$ 1,2 bilhão que pegou emprestado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para comprar a Eletropaulo em 1998. Segundo o acordo de renegociação da dívida assinado este fim-de-semana, os três primeiros anos serão de carência e as maiores parcelas, de US$ 100 milhões, só serão pagas a partir de 2011.
O acordo deve passar ainda pelo crivo do Banco Central, por tratar-se de uma operação internacional, e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por isso, o BNDES instituiu um novo prazo, até 31 de janeiro, para que o acordo seja validado.
AES e BNDES vão criar uma companhia denominada Brasiliana Energia S.A., que vai controlar quatro empresas operacionais (Eletropaulo, Tietê, Uruguaiana e AES Sul) e outras 15 empresas não-operacionais da AES no Brasil e em paraísos fiscais. O banco terá 53,8% do capital total da companhia, que somará R$ 3,7 bilhões. A multinacional, porém, irá controlar o Conselho de Administração. O presidente da Brasiliana será Eduardo Bernini, principal executivo da AES no País.

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