Aeroporto de Guarulhos busca se consolidar com destino de cargas
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terça-feira, 07 de julho de 2015
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
Guarulhos - O consórcio que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU Airport), em Guarulhos, tem a expectativa de elevar o recebimento da quantidade de aeronaves cargueiras e ampliar ainda mais a liderança no mercado. Há capacidade para aumentar em até 40% o volume de cargas que passam pelo local, com os R$ 45 milhões de investimentos feitos no Terminal de Cargas (Teca) desde o início da concessão à iniciativa privada, no fim de 2012.
Desde então, a participação no mercado aumentou de 33% para 38% até maio deste ano, mas a maioria das aeronaves exclusivamente cargueiras tem o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, como destino. Isso porque a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), antiga gestora e atual sócia minoritária no consórcio, preferia manter Campinas como destino de cargueiros e Guarulhos, como de passageiros. Até 2012, boa parte do transporte de mercadorias no GRU eram feitas com o espaço excedente de linhas aéreas de passageiros. "O potencial é para ampliar a quantidade de carga importada e exportada de 30% a 40%, mas depende do desempenho econômico (do País)", disse a gerente comercial do terminal, Maria Fan.
Com o início da concessão, o consórcio passou a concorrer com Viracopos, que também passou para o comando da iniciativa privada em 2012. Foram investidos recursos para a instalação de novas câmaras frias e armazém de carga restrita, um sistema de transelevador que aumenta a velocidade do direcionamento das cargas, uma linha voltada a produtos farmacêuticos, sistema de agendamento de entregas e de autoatendimento, além do melhor aproveitamento do espaço vertical do Teca, entre outros, que reduziram o tempo de liberação da carga em 21%.
São 26 mil metros quadrados (m²) de câmaras frias, 102 posições para contêineres refrigerados e mais de 22 mil posições para cargas em transelevadores ou superfície. Ainda, o aeroporto se tornou no final de junho o primeiro do País com a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar o ILS (Sistema de Pousos por Instrumentos, na tradução da sigla em inglês) Categoria 3A, que permite aterrissagens com no mínimo 200 metros de visibilidade e sem teto (zero metro). A expectativa é de reduzir a chance de desvio de voos para outras localidades, o que só ocorreu por quatro horas durante 2014, mas poderia afetar até 188 aeronaves se ocorresse em horário de pico.
A gerente comercial afirmou que a empresa analisou quais eram os atributos para a escolha de um aeroporto de cargas por parte de empresas de comércio exterior. Pela ordem, a preferência se dá pela oferta de voos, localização, eficiência, infraestrutura e, por último, a tarifa. Ela destacou que 46% dos exportadores e importadores do País estão a um raio de 150 quilômetros do complexo de Guarulhos, onde operam 50 companhias aéreas para 111 destinos. Ainda, destacou que o local tem as melhores condições para produtos farmacológicos e transporte, o que deve melhorar com a finalização do Rodoanel na região.
A administração do aeroporto é feita pelo consórcio Grupar, entre as empresas Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura) e ACSA (Airports Company South Africa), com 51% das ações. A Infraero é dona do restante.
- O jornalista viajou a convite da administração do GRU Airport


