Aeronautas discutem crise da Vasp
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quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Renata Stuani<br>Agência Estado 
São Paulo O Sindicato Nacional dos Aeronautas tem assembléia hoje, às 14 horas, em São Paulo, para debater a crise na Vasp e as demissões de 380 funcionários. Destes, cerca de 200 são aeronautas (comissários e pilotos). O presidente da Vasp, Wagner Canhedo, reuniu-se ontem com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, segundo informou o sindicato. Depois de ter feito uma paralisação na semana passada, a categoria ameaça entrar em greve novamente, alegando que a Vasp descumpriu promessa de estabilidade por causa dos cortes divulgados anteontem.
Por meio de sua assessoria, a Vasp informa que os salários desde mês já foram depositados. A companhia deixou de voar para sete cidades e está reestruturando a malha, pois opera atualmente com 22 aeronaves, de uma frota total de 31. Destes aviões, seis são mantidos em terra a pedido do Departamento de Aviação Civil (DAC), para manutenções previstas quando a aeronave tem muitos ciclos de vôo.
Segundo o DAC, essas manutenções são caras e dependem da disposição da empresa em realizá-las. Já os outros três aviões têm manutenção mais simples e podem voltar a operar ''a qualquer momento'', segundo informou a empresa aérea. Anteontem, a companhia teve a falência pedida na Justiça pela empresa de manutenção de turbinas do Grupo GE.
Sem endosso A Varig e a Gol pararam ontem de receber bilhetes endossados pela Vasp. A Varig alegou ''razões de mercado'' para a decisão, mas uma fonte da empresa afirmou que a Vasp não estaria pagando pelos seus passageiros transportados pela concorrente. Além disso, tanto Varig quanto a Gol estariam com receio de não virem a receber pelos bilhetes endossados. Até o início da noite, a Gol não divulgou o motivo da sua decisão.
Na prática, quando uma companhia aérea tem problemas com seu vôo, como um cancelamento, por exemplo, ela pode endossar o bilhete para outra empresa. A passagem é aceita pela concorrente, que realiza o transporte. Depois é feito um encontro de contas e a empresa que endossou o bilhete paga pelo passageiro transportado.
Segundo a assessoria da Vasp, a empresa não foi informada sobre a decisão.


