Aeromodelismo: miniaturas que encantam e mexem no bolso
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Rafael Souza Especial para a FOLHA 
Aeromodelismo é a construção de modelos, em escala reduzida, de aviões e outras estruturas aeronáuticas. O prazer de construir e controlar essas miniaturas conquistou milhares de adeptos pelo mundo afora. Mas por um bom tempo, foi objeto de alcance para poucos, pois os custos não correspondiam muito com as miniaturas.
Especialista no assunto, Ricardo Yasunaka, dono de uma loja de aeromodelos no centro de Londrina há 15 anos, explica que o aeromodelismo deu uma boa alavancada na última década, muito em razão do crescimento da internet e da baixa nos preços de importação das peças, que têm nos Estados Unidos e na China, seus principais produtores.
''Atualmente é mais fácil e barato comprar um aeromodelo. Apesar de grande parte das peças serem importadas, a concorrência aumentou e fez o mercado crescer. O comércio pela internet também ajudou, cerca de 30% das vendas da minha loja vem do site'', comenta Yasunaka.
No entanto, os preços e os custos de manutenção de um aeromodelo controlado por rádio - o mais utilizado atualmente - ainda estão um pouco fora da realidade brasileira, o que acaba elitizando a prática da modalidade. Para quem está começando e quer comprar o seu primeiro ''brinquedo'', o modelo mais simples custa pouco mais de R$ 1,2 mil.
E conforme o praticante for adquirindo experiência e horas de voo, pode também partir para um modelo melhor. E isso acaba aumentando também os custos. ''Depois que se aprende a voar, é como se fosse subindo de nível, com outros modelos, tamanhos de motores. Hoje tem aeromodelo até com turbina, que pode chegar a 30 mil dólares'', explica.
Uma alternativa para quem deseja gastar menos é o modelo elétrico, movido a bateria, que pode custar até 40% menos que um rádiocontrolado. ''Esse tipo de aeromodelo é possível encontrar até por R$ 700. O único problema é o tempo de voo do elétrico, que é menor porque tem que ficar carregando as baterias'', apontou Yasunaka.
O empresário Cesar Paiva já não é mais um iniciante no aeromodelismo. Incentivado pelo pai, também amante da prática, ele começou a dar seus primeiros voos aos 11 anos. Hoje, com 27, Paiva alimenta seu principal hobby todos os finais de semana na Esquadrilha Albatroz, local onde os amantes do hobby se reúnem, em Ibiporã. A prática do aeromodelismo obedece a regras, pois como os equipamentos são controlados por rádio, podem interferir na frequência de aeronaves comerciais.
Nestes 16 anos de aeromodelismo, a prática ultrapassou os limites do hobby e levou Paiva a disputar diversos campeonatos, inclusive de nível nacional. Talvez por isso, o empresário que já foi campeão brasileiro de acrobacias, tenha perdido a conta de quanto já investiu nesta brincadeira.
Seu grande xodó é o modelo YAK-54, que mede 3 m entre as pontas de suas asas, no qual investiu mais de R$ 10 mil, sem contar o custo da manutenção. ''A manutenção não é cara. Contando combustível, uma troca de vela e um ou outro reparo menor, gasto em média R$ 200. Isso depende muito da habilidade do piloto, de não realizar vôos perigosos e sempre manter um cuidado'', finalizou o empresário londrinense.
Dicas para iniciantes
Na hora de comprar o primeiro aviãozinho, o ideal é escolher modelos do tipo treinador, de asa alta, estável e de vôo vagaroso. É fácil de montar e exige pouca manutenção.
Também é importante voar sob orientação de um instrutor, para aprender ações básicas, como levantar e pousar o avião. Seguindo atentamente as regras, é possível realizar vôos mais seguros a partir do segundo mês de prática.


