A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) considera que a decisão do governo de dar à Câmara de Comércio Exterior (Camex) poder de tomar resoluções a serem cumpridas obrigatoriamente pelos órgãos competentes, inclusive a Receita Federal, é um estímulo real e importante às exportações. ‘‘Já começamos o ano com o pé esquerdo com a balança comercial registrando déficits e nada melhor do que uma medida como esta para acertar o passo’’, disse o diretor da AEB, José Augusto de Castro.
Castro destacou que ‘‘as exportações precisam de decisões rápidas’’. De acordo com ele, atualmente no governo ‘‘há pessoas dispostas a ouvir (os exportadores), mas sem poder de decisão’’.
A medida provisória dando mais poderes à Camex não deve trazer efeitos concretos imediatos, na opinião do assessor de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Fernando Saboya.
Ele considera, porém, a decisão positiva até mesmo pelo ‘‘efeito psicológico’’ que trará, com o incentivo à discussão do tema. ‘‘A principal falha no atual sistema é a falta de coordenação de todas as políticas de comércio exterior do governo. Isto cria uma dispersão de esforços e até disposições conflitantes entre os diversos órgãos’’, diz Saboya.

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