Campo Mourão - Um grupo de sete advogados que terminaram no final do ano passado um curso de pós-graduação em direito civil e processual civil registrou queixa no Procon de Campo Mourão porque ainda não recebeu o certificado de conclusão. A primeira audiência foi realizada na semana passada e não houve acordo devido a ausência de representante da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que ministrou o curso.
A reclamação é contra a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam), o Instituto Mourãoense de Ensino, Pesquisa e Extensão (Imepe) e a UEL, que firmaram convênio para a realização da pós-graduação. Uma nova audiência foi marcada para o próximo dia 11, última tentativa para um acordo amigável.
A polêmica surgiu depois que os advogados foram informados pela UEL que os certificados só seriam emitidos após o pagamento de repasses da Fecilcam. Como os alunos tinham provas do pagamento das mensalidades, procuraram o Procon. Na audiência, a Fecilcam contestou os valores cobrados pela UEL referentes à banca examinadora, mas admitiu que haviam pendências de R$ 1,1 mil com duas professoras-orientadoras.
O advogado da Fecilcam, Paulo Sérgio Gonçalves, deixou dois cheques para o pagamento das professoras. Eles deverão ser entregues na próxima audiência. O Imepe também negou que tenha débitos com a UEL. O instituto informou que repassou os R$ 13,9 mil das 45 inscrições, em quatro parcelas, e que não há mais nada a ser repassado.
A UEL não justificou a ausência à audiência. O coordenador geral do Procon, Ricardo Borges Botaro, informou que se uma das partes não comparecer à próxima reunião o caso será encaminhado ao Ministério Público e Ministério da Educação.

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