Advogado pede prisão domiciliar para Pavesi
O advogado Paulo Nolasco requisitou ontem à juíza substituta da 5ª Vara Criminal, Carla Pedalino, prisão domiciliar para o empresário Maxwell Pavesi, que está sob custódia da Justiça no 2º Distrito Policial de Londrina, indiciado por formação de cartel e constrangimento ilegal. Ele não ameaça a ordem pública, justificou. Pavesi, proprietário de posto em Londrina, foi preso na quarta-feira, flagrado em uma chácara.
O empresário Luiz Jorge Bolognesi, proprietário do Posto 15, disse ontem pela manhã ao delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP), João Eduardo Carula, que pretende se entregar. Garanti, no caso dele se apresentar, que ficará sozinho em uma cela, disse o delegado à Folha. O empresário está foragido desde 12 de novembro do ano passado, quando teve a prisão decretada juntamente com outros cinco donos de postos, além de Maxwell Pavesi. Eles são denunciados por crime contra a ordem econômica (formação de cartel) e constrangimento ilegal.
Paulo Nolasco, advogado dos dois empresários, confirmou ontem que a chácara em que o empresário Maxwell Pavesi foi preso pertence ao Posto 15, estabelecimento comercial de Bolognesi. Nolasco disse que deve ingressar com recursos na Ordem dos Advogados do Brasil contra dois promotores públicos de Londrina Walter Shinji Yuyama e Thiago de Oliveira Girardi: Eles foram interrogar Pavesi ontem no 2º DP sobre a participação de oficiais da Polícia Militar que teriam acobertado meu cliente na chácara. Mas Pavesi nega qualquer proteção da PM. E os promotores não poderiam interrogá-lo; somente a juíza pode fazê-lo.
O advogado refere-se à uma denúncia anônima que a Polícia Civil investiga segundo a qual três oficiais da Polícia Militar teriam dado proteção a Pavesi durante o período que ele permaneceu na chácara em que foi preso. O delegado operacional da 10ª SDP Márcio Vinícius Amaro Ferreira disse ontem que nada até agora foi comprovado sobre a participação de policiais militares.
O advogado dos empresários também mostrou à reportagem três notas fiscais de postos de combustíveis de Londrina que estariam sendo coniventes com o dumping imposto pelas distribuidoras.





