Advogado não vê motivo para prisão de donos de postos
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terça-feira, 18 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os advogados de defesa do presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis de Londrina (Arcom), Ariovaldo Arruda, que está preso desde a última sexta-feira no 2º Distrito Policial (zona leste), pretendem ingressar ainda esta semana com o pedido de habeas corpus em favor de seu cliente.
Arruda e o empresário Valter Domingos Sasso, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindcombustíveis), tiveram as prisões preventivas decretadas pelo juiz substituto da 5 Vara Cível, Álvaro Rodrigues Júnior. Outros dez donos e gerentes de postos também estão sendo procurados pela Justiça, acusados de estarem praticando crime contra a ordem econômica (formação de cartel) e constrangimento de testemunhas.
De Curitiba, o advogado Beno Brandão afirmou ontem que estava juntando os últimos documentos para entrar com o recurso no Tribunal de Justiça (TJ) ainda esta semana. Ele deverá argumentar que não há motivos para decretação da prisão preventiva de Arruda. ''O juiz está antecipando a sentença'', comentou Brandão.
O advogado de defesa de Sasso, Antônio Fidelis, adiou para hoje o ingresso do pedido de habeas corpus no TJ. Ele argumentou que no primeio processo julgado pela juíza da 5 Vara Cível, Oneide Negrão, não foi pedida a prisão preventiva de seu cliente e não teria havido fato novo no segundo processo julgado pelo juiz substituto que justificasse, agora, a prisão de seu cliente.
Fidelis também considerou que ''não há prova nenhuma da existência de cartel (em Londrina)''. O advogado criticou ainda o fato de o governo cobrar R$ 2,40 (na venda da gasolina) a título de substituição tributária e querer que os postos vendam o litro combustível abaixo desse valor.


