O advogado de Londrina, Alexandre Hauly Camargo recebeu na última segunda-feira a primeira parcela relativa ao pagamento de uma ação ganha do Banestado por danos morais. O dinheiro é proveniente de uma ação movida em março de 1997 por causa de um cheque devolvido por engano, já que o cliente tinha saldo suficiente na conta corrente. O advogado foi à Justiça para ser ressarcido por danos morais.
‘‘Hoje, mais do que nunca, temos de ter nossa reputação ilibada junto aos órgãos financeiros. Cabe aos bancos se aparelharem para estes novos tempos’’, afirmou o advogado. Ao todo ele deverá receber 105 salários mínimos, o que corresponde a R$ 13, 65 mil.
Há dois anos o advogado emitiu um cheque do Banestado, no valor de R$ 20 mil, com o objetivo de fazer uma transferência bancária. O cheque foi devolvido e ele teve de pagar taxas e juros de cerca de R$ 400,00. Segundo Camargo, a devolução foi um engano porque havia saldo bancário suficiente na conta corrente.
‘‘Na época procurei o banco e acabei sendo mal atendido. Foi aí que resolvi ir à justiça porque havia sido uma devolução indevida’’, afirma. Segundo o advogado, os bancos precisam, antes de devolver cheques, verificar o saldo bancário ou contatar o cliente. O objetivo é evitar problemas como ocorreu no caso dele.
A ação acabou sendo julgada em novembro do ano passado pela Juíza, Márcia Guimarães, que condenou inicialmente a instituição bancária a reparar o cliente em 150 salários mínimos, R$ 19, 5 mil. O banco recorreu e as partes acabaram acordando o pagamento de R$ 13, 65 mil. ‘‘Recorri porque me senti aviltado, eu nunca tive um cheque sequer devolvido’’, afirmou o advogado.
A assessoria de imprensa do Banestado informou à Folha que ações deste tipo são comuns. A direção do banco preferiu não se manifestar sobre o assunto.Josoé de CarvalhoO advogado Hauly Camargo: ‘‘Temos de zelar por nossa reputação’’Da Redação

mockup