O advogado Leandro Alfieri, que representa Guidimar Guimarães na esfera cível no caso Iguaçu do Brasil, afirma que Carlos Alberto Campos de Oliveira, apontado como dono da construtora, procura alguém com patrimônio para pagar as contas que fez. Ele diz que o cliente apenas fez empréstimos para a Iguaçu.
Alfieri afirma que impetrou uma ação de execução de cobrança judicial contra Oliveira, no valor de R$ 1,674 milhão, emprestado em 27 notas promissórias. "Guimarães foi envolvido bem depois de o Carlos Alberto (Oliveira) ter sido preso, em declaração particular que o Carlos Alberto fez em cartório."
Oliveira foi o responsável por indicar um interessado na compra de um terreno de Guimarães em Maringá e, com o negócio fechado, pediu os empréstimos. "O Ministério Público qualificou Carlos Alberto como estelionatário de repetidos processos, enquanto Guidimar sempre foi referência de qualidade na construção civil", diz, ao lembrar que o cliente construiu mais de 30 prédios em Londrina, todos entregues.
O advogado Caio Biasi, que representa Guimarães na esfera trabalhista, cita que os empréstimos foram declarados pelo cliente à Receita Federal e diz que os filhos foram contratados por Oliveira para facilitar a obtenção de mais recursos.
Sobre o gerente de obras da construtora que teria sido contratado em escritório de Guimarães, Alfieri afirma que o ex-funcionário tem interesse, porque move ação trabalhista contra a Iguaçu.
O advogado de Oliveira, Joel Coimbra, foi procurado e disse não se pronunciar sobre o caso fora dos tribunais. (F.G.)

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