Advogado da Schincariol acusa forças ocultas
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quinta-feira, 16 de junho de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Um dia após a realização da maior operação de combate à sonegação fiscal já feita no País, o advogado da família Schincariol, Roberto Rodval, disse que ''forças ocultas trabalham no caso''. Segundo ele, até o momento a defesa não tem conhecimento dos autos do inquérito e quais as justificativas para a prisão das pessoas. Na quarta-feira, 68 pessoas foram presas, de um total de 77 procuradas - elas estão foragidas ou não foram encontradas, segundo lista divulgada ontem pela Polícia Federal (PF) em São Paulo.
Após deixar o prédio da PF, o advogado afirmou que seis pessoas seriam liberadas até o final da noite de ontem e outro grupo, até domingo. O advogado preferiu, no entanto, não identificar as pessoas que deixarão a prisão. Apenas afirmou que serão pessoas que denunciaram, colaboraram ou têm menor relevância no caso.
Rodval disse que teve rápida conversa com o superintendente da cervejaria, Adriano Schincariol, que está mantido na PF em cela coletiva, igual a outros presos. ''Dentro do possível, ele está bem, mas ansioso para que todo esse caso se resolva.'' Além de Adriano, foram presos na Operação Cevada Alexandre Schincariol, Gilberto Schincariol, Gilberto Schincariol Júnior e José Augusto Schincariol.
''Eles já foram indiciados. Mas apenas sei o tipo penal, que é sonegação e crimes correlatos à sonegação fiscal, como formação de quadrilha. Não sabemos por quê, nem por quais ações.'' O advogado afirmou que só terá acesso aos autos do processo hoje. Até hoje (16) o inquérito estava sob sigilo. ''Mas como todas as medidas, como buscas e apreensão, foram tomadas, acredito que não há necessidade de manter o sigilo.''
Desde 1994 a Receita Federal vinha autuando a Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S/A, instaurando procedimentos que resultaram na abertura de dois processos criminais, por sonegação fiscal, ainda em andamento na Justiça Federal de Sorocaba. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncias contra diretores da empresa em novembro de 2002 e em dezembro de 2004, ambas por lesar o fisco sonegando tributos.


