A advogada Fátima Aparecida Lucchesi não teve outra opção senão registrar uma queixa contra uma agência bancária de Londrina, depois que a mãe dela, Terezinha de Oliveira Lucchesi, 76 anos, foi mal atendida. Terezinha esperou por mais de 40 minutos na fila, em pé, para saber qual era o problema com o seu cartão do INSS que havia sido bloqueado, mas saiu do banco sem nenhuma solução. ''Minha mãe chegou a passar mal na fila, não lhe deram nem água. A atendente havia sido avisada pela minha filha - que acompanhava a avó - de que ela não poderia esperar muito, pois estava doente. Não adiantou nada'', reclamou Fátima.
Em seguida, a advogada ligou para o banco e pediu para falar direto com a gerente da agência, avisou que procuraria o Procon e que o banco seria multado porque idoso tem direito a atendimento prioritário, no entanto isso não havia acontecido com sua mãe. A gerente, então, pediu desculpas e pouco tempo depois resolveu o problema de Terezinha. ''É preciso ter filho advogado, filho que entenda um pouco de lei para que os estabelecimentos respeitem o consumidor idoso?'' questionou Fátima.
Indignada, a advogada contou que o problema com a sua mãe não foi isolado. ''Eu e minha filha já presenciamos outros desrespeitos com pessoas idosas'', contou. Para ela, no geral, as pessoas não tratam bem os idosos. ''Não precisamos procurar na lei, precisamos procurar na consciência como um idoso deve ser tratado. São pessoas que já trilharam caminhos árduos nessa vida e merecem nosso respeito'', frisou Fátima. (E.Z.)

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