A advogada Fátima Aparecida Lucchesi ganhou na justiça uma ação por danos morais impetrada contra a agência centro da Caixa Econômica Federal em Londrina. Ela entrou com a ação após ter esperado 41 minutos acima do tempo que determina uma lei municipal que fixa o tempo máximo para atendimento em 15 minutos.
A longa espera aconteceu no dia 20 de outubro de 2006 quando a advogada foi ao banco para renovar a senha de um benefício que recebe pela morte do marido. O atendimento foi agendado para às 16.15, mas ela só foi atendida às 17h11.
Fátima fez a reclamação no Procon e entrou na Justiça Federal reivindicando 40 salários mínimos por danos morais. A justiça acatou a reclamação, mas condenou a Caixa a pagar apenas R$ 3.000,00 com correção monetária a partir da data da ocorrência, o que daria hoje cerca de R$ 4.000,00.
A assessoria de comunicação da Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal em Londrina informa que o banco ainda não foi comunicado oficialmente da decisão da Justiça Federal, mas garante que vai recorrer logo em seguida.
Esta é a segunda vez que a advogada ganha uma ação contra o sistema bancário este ano por problema de atendimento. Na primeira, a vítima era a mãe de Fátima, de 79 anos, que foi mal-atendida em uma agência bancária no ano passado. A decisão saiu em fevereiro deste ano e o banco foi condenado a pagar R$ 2.500,00.

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