Curitiba - As práticas de adulteração e sonegação, segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Jacques Mendes Vaz, também criam uma condição de concorrência desigual para os donos de postos. Como exemplo, ele cita o caso do álcool. O produto é vendido pela usina, hoje, a R$ 0,84. Soomando os impostos, o valor chega a R$ 1,29. ''Fora a margem de lucro das distribuidoras e a margem dos postos. Se tem posto que já vende com esse preço ou até abaixo é porque tem fraude, não é?'', questiona.
Por causa de situações como essa, diz, é comum os postos terem que reduzir seus preços, mesmo que trabalhando praticamente sem lucro, apenas para poder competir com os comerciantes que vendem o produto fraudado.
Os comerciantes honestos podem ganhar uma lei aliada. A Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal deve votar, hoje, o Projeto de Lei 5582/05, do deputado Carlos Souza (PP-AM), que revoga definitivamente a autorização de funcionamento das distribuidoras já punidas por adulteração de combustíveis e que reincidam no crime. O relator, deputado Luiz Bassuma (PT-BA), recomenda a aprovação da proposta. (M.G.)

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