O mercado de produtos dietéticos não pára de crescer. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e para Fins Especiais (ABIAD) informam que em 13 anos o mercado brasileiro cresceu 1.875% (mais de 144% ao ano), saltando de US$ 160 milhões em 1991, para US$ 3 bilhões movimentados em 2003. Adoçantes de mesa, refrigerantes e sucos são os produtos mais consumidos: estão presente em cerca de 35% dos lares brasileiros.
Até a década de 1970, os alimentos com adoçantes eram consumidos somente por pessoas com necessidades nutricionais especiais, como os diabéticos. Mas, esse quadro mudou a partir da década de 1990 com a popularização dos produtos diet e light.
A matéria-prima dos adoçantes dietéticos é o edulcorante - substância responsável pelo sabor adocicado. Normalmente, ele possui um poder adoçante muito superior à sacarose (açúcar comum). Dessa forma, com uma quantidade menor é possível obter a mesma doçura. Muitos, ainda, têm a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.
Há dois tipos de edulcorantes presentes nos adoçantes dietéticos: os não-calóricos ou não-nutritivos e os calóricos ou nutritivos. Os primeiros fornecem doçura acentuada e, por isso mesmo, são utilizados em quantidades muito pequenas. Os principais são o acessulfame-K, o aspartame, o ciclamato, o esteviosídeo, a sacarina e a sucralose.
Na maioria dos produtos, quatro gotas equivalem a uma dose (no caso dos adoçantes à base de aspartame, são cinco gotas por dose). É claro que, quanto mais doses existirem por embalagem, mais em conta fica o produto para o consumidor, alerta a Pro Teste- Associação de Defesa do Consumidor.
Mas o que importa é o limite de consumo. Não adianta saber apenas que um frasco contém 1.000 doses se o limite de ingestão diária admissível para o edulcorante presente nele é baixa. A Pro Teste alerta que para saber a quantidade de cada produto que se pode consumir diariamente, é preciso considerar três aspectos : a dose diária admissível de cada edulcorante, o peso do indívíduo que irá consumir o adoçante e a quantidade de edulcorante por dose de adoçante. Todas essas informações devem constar no rótulo dos produtos. Em caso de dúvidas, um especialista em nutrição e saúde poderá orientá-lo.

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