Três empresas da região de Londrina contrataram cerca de 40 funcionários através da Organização Não Governamental (ONG) Central Cidadã, em funcionamento desde o mês passado com o objetivo de captar recursos para implementar projetos sociais no município.
O presidente da ONG, Nelson Sokolowski, não quis revelar os nomes das empresas. Mas a contratação de um funcionário com salário-base de R$ 500 representa uma expressiva redução mensal de custos em encargos legais para a empresa, segundo ele. ‘‘A economia se deve à obtenção de benefícios fiscais por causa de doações que a empresa faz na área social’’.
Neste sistema de contratação, o empregado passa a ser denominado ‘‘voluntário’’ da ONG e tem os mesmos benefícios garantidos na CLT (Consolidações das Leis Trabalhistas) como férias, 13º salário e FGTS.
‘‘Considerando um salário de R$ 500, a empresa desembolsa R$ 804,34 por mês na ONG ao invés de gastar R$ 1.021,45, que seria o valor da contratação pela CLT’’, disse Sokolowski. Neste caso, a taxa de administração paga pela empresa é de R$ 98,24. ‘‘Todo o dinheiro é usado em projetos sociais escolhidos pelos próprios empresários. Nós não ficamos com nada’’, explica.
A ONG vai tentar captar recursos do governo Federal para tocar os projetos, além de pedir doações às empresas. ‘‘Já conseguimos R$ 15 mil para um projeto que visa diminuir o índice de analfabetismo na cidade’’, disse o presidente da Central Cidadã. Sokolowski disse que vai tentar inscrever alguns programas na verba orçamentária do governo Federal em 2001.
Outra ação da ONG, que já vem sendo implementada, é a obtenção de equipamentos de informática em empresas locais para serem doados às entidades sociais como Casa do Caminho e Bom Samaritano.
Entre os objetivos previstos estão o desenvolvimento de modelos de projeto de geração de renda familiar; desenvolvimento de empresas comunitárias; promoção de cursos de capacitação de mão-de-obra e a promação da educação social e ambiental para crianças e adolescentes das escolas públicas e privadas. ‘‘Também queremos ajudar o município a implantar alguns projetos’’, enfatizou Sokolowski. A ONG é formada por três diretores executivos e três conselheiros fiscais.

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