Administradoras de cartão serão investigadas
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terça-feira, 22 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Rio A ofensiva do governo federal para forçar uma queda de 20% no preço da gasolina volta suas baterias agora contra as administradoras de cartões de crédito. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, vai convocar as empresas do setor para prestar esclarecimento sobre as taxas cobradas na venda de combustíveis.
Segundo Considera, os 3% cobrados sobre cada operação têm impacto no preço final da gasolina. Na compra de um litro a R$ 1,50, por exemplo, a taxa do cartão fica em 0,045%, quase a margem de lucro da distribuidora de combustível, calcula o secretário. Considera explicou que os postos incluem este custo na formação do preço da gasolina, aumentando o valor pago, inclusive por quem não usa cartão de crédito.
As administradoras de cartão de crédito cobram a mesma taxa em todos os postos, fato que pode ser investigado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE). Há indícios estranhos de que todos cobram taxas iguais, disse o secretário. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SAE) vai fazer averiguação para tentar descobrir se as administradoras combinam o valor a ser cobrado, o que caracterizaria formação de cartel.


