Administração vai entregar cidade industrial, diz secretário
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quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Nelson Bortolin Reportagem Local 
"Seria um fracasso terminarmos a administração sem inaugurar a Cidade Industrial." O comentário é do presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan. O parque foi criado por lei municipal em 2015, ainda na gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff, e até hoje não saiu do papel. Questionado sobre a demora, Ubiratan justifica: "É algo muito grande. Quase um milhão de metros quadrados. O trabalho envolve várias secretarias".
Ele também alega que foi necessário mudar a proposta inicial que previa terrenos de até 2 mil metros quadrados para até 6 mil metros quadrados. E que, por isso, os projetos ainda não estão prontos. "Estamos numa força tarefa para terminarmos essa fase ainda neste ano", afirma.
O presidente diz que, em 2019, a administração pretende realizar a licitação das obras de infraestrutura: asfalto, muro, luz, saneamento, esgoto. E também a licitação das empresas que vão comprar os terrenos subsidiados. O dinheiro já foi liberado pelo governo do Estado. O mandado do prefeito Marcelo Belinati termina em dezembro de 2020.
Ubiratan nega que a Prefeitura de Londrina negligencie o empresariado local. "Damos toda a atenção possível, tanto faz se é uma indústria que gere 200 empregos ou outra com 10 vagas", alega. "Não queremos perder empresa alguma", garante.
Ele considera normal a transferência dos sete empreendimentos para Ibiporã. "Empresas saem de Londrina para Ibiporã, assim como saem de Ibiporã para Londrina", minimiza. De acordo com ele, o centro de distribuição de um grande magazine, que está deixando a cidade vizinha, vai se instalar em Londrina, gerando centenas de empregos.
O presidente reconhece que há "amarras" para a instalação de empreendimentos na cidade e diz que está trabalhando para acabar com elas. "Acompanhamos de perto o projeto de lei 169, que vai beneficiar as empresas que querem se expandir", conta. Hoje, segundo ele, determinados zoneamentos impedem que um estabelecimento aumente de tamanho, mesmo que continue exercendo a mesma atividade. "O projeto corrige isso."
Outra medida tomada pela gestão é a mudança da lei que regulamenta a própria Codel, que é de 1993. Uma comissão com representantes da sociedade civil está trabalhando nesta tarefa. "Empresários reclamam que ao apresentarem demandas à Prefeitura precisam levar papeis de órgão em órgão. Queremos centralizar tudo na Codel", explica.
Ele também diz que a gestão municipal está prestes a anunciar atração de novas empresas que vão gerar muitos empregos. (N.B.)


