Administração de fundos resiste à crise
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
São Paulo A crise passa quase ao largo do mercado financeiro de administração de fundos, apesar da redução dos recursos, este ano, sob a tutela do Finaxis, ex-Banco Petra. A empresa paranaense, que mudou de nome há uma semana, viu o patrimônio líquido crescer de R$ 2,5 bilhões em 2011 para mais de R$ 10 bilhões no ano passado, investindo principalmente em Fundos de Investimentos em Direito Creditório (FDIC). Agora, sob o novo nome e uma nova filosofia, quer ampliar os investimentos em Fundos de Investimentos em Participações (FIP) e, principalmente, Fundos de Investimentos Imobiliários (FII).
A Finaxis foi fundada em 2010, em Curitiba, onde fica a matriz. Em julho deste ano, registrava R$ 8,4 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões referentes apenas ao FDIC. O resultado, apesar de expressivo, é menor do que o registrado no fechamento de 2015.
A presidente do Finaxis, Claudia Beldi, diz que a retração foi provocada pela nova proposta do banco, de focar mais em transparência e compliance e fundos que obtenham mais rendimentos que em quantidade. Ela também admite que espera um crescimento para este ano menor do que o apresentado na receita dos anos anteriores, chegando a 18% em relação a 2015 (R$ 40 milhões).
Segundo o consultor do banco, Luis Mussnich, o cenário de instabilidade política e econômica pode levar a um resultado melhor para os fundos de investimento.
Atual presidente da instituição, Cláudia Beldi é a fundadora do Finaxis e, embora sua participação societária fosse de 99%, a direção ficava com os minoritários. Atualmente, ela detém 73% das ações. A executiva também foca em responsabilidade social por entender que, embora venha de origem abastada, o desenvolvimento precisa ser conjunto de todo o País conforme discurso de apresentação da presidente. Desde que assumiu, promoveu cursos de capacitação para seus funcionários dois a cada três estão em Curitiba.


