Brasília - Pelos cálculos do Ministério do Planejamento, o adiamento do reajuste dos servidores do Executivo para 2020 vai gerar uma redução de R$ 6,9 bilhões nos gastos do governo em 2019, abrindo espaço fiscal.
No início do mês, a pasta informou que, se Temer aceitasse propor o adiamento, os recursos economizados seriam revertidos para áreas sociais e investimentos. No Ministério da Educação, a ideia era que a economia com o adiamento do reajuste de seus servidores fosse revertida para alguns de seus próprios programas.
O recuo ocorre dois dias depois de o próprio presidente ter afirmado em entrevista ao Estado de S. Paulo que incluiria o reajuste aos servidores no Orçamento de 2019. Isso ocorreu a quarta-feira (29), quando o governo havia fechado um acordado com o Judiciário para garantir um aumento de 16,38% para os salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em troca do fim do auxílio moradia.
"Quero enfatizar o compromisso do presidente com o que foi feito [adiamento], a decisão foi dele", ressaltou Guardia. Segundo ele, essa decisão foi tomada na própria quinta-feira. O ministro da Fazenda afirmou ainda que não há contradição entre o adiamento e o reajuste que será dado ao STF, já que o Executivo não pode decidir sobre questões orçamentárias dos outros Poderes. (das agências)

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