O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, e o superintendente regional do banco em Londrina, José Collete, estiveram ontem na Folha em Londrina visitando o diretor-superintendente do jornal José Eduardo de Andrade Vieira e o presidente do conselho de Administração, João Milanez.
Stephanes voltou a afirmar que os protestos dos sindicalistas e funcionários do Banestado não vão atrapalhar o leilão de privatização do banco, marcado para 17 de outubro. ‘‘A gente encara isto como uma posição legítima. Manifestações do assim fizeram parte em todos os processos de privatização nos últimos anos’’, afirmou.
Para Stephanes, a possível coincidência de datas dos leilões do Banespa (Banco do Estado de São Paulo) e Banestado, não deverá prejudicar o último. ‘‘O Banco Central está decidindo por esses dias como vai ficar a situação. Mas, na minha opinião, é provável que se adie o leilão do Banestado para depois do Banespa’’, disse.
Segundo ele, isso seria vantajoso para o banco paranaense, já que ‘‘melhoraria o ágio do Banestado em até 50%’’. Hoje, o valor mínimo para a venda do Banestado está em R$ 434 milhões. Quatro dos cinco bancos interessados no Banestado também estão na disputa pelo Banespa: Bradesco, Itaú, Santander e Unibanco. O ABN-Real é o único que mostrou interesse apenas pelo banco paranaense.
O presidente do Banestado disse que veio à Londrina participar de uma reunião, realizada anteontem, com todos os gerentes da região. A reunião, segundo ele, foi para tratar das novas metas que o banco deve atingir e manter a motivação, independentemente da privatização. ‘‘Queremos que nossos gerentes continuem atingindo suas metas para que o banco continue a crescer’’. Ainda ontem, Reinhold Stephanes faria uma palestra sobre economia na Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão.

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