Adiamento de leilão pode elevar ágio, diz Stephanes
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sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Telma Elorza De Londrina 
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, e o superintendente regional do banco em Londrina, José Collete, estiveram ontem na Folha em Londrina visitando o diretor-superintendente do jornal José Eduardo de Andrade Vieira e o presidente do conselho de Administração, João Milanez.
Stephanes voltou a afirmar que os protestos dos sindicalistas e funcionários do Banestado não vão atrapalhar o leilão de privatização do banco, marcado para 17 de outubro. A gente encara isto como uma posição legítima. Manifestações do assim fizeram parte em todos os processos de privatização nos últimos anos, afirmou.
Para Stephanes, a possível coincidência de datas dos leilões do Banespa (Banco do Estado de São Paulo) e Banestado, não deverá prejudicar o último. O Banco Central está decidindo por esses dias como vai ficar a situação. Mas, na minha opinião, é provável que se adie o leilão do Banestado para depois do Banespa, disse.
Segundo ele, isso seria vantajoso para o banco paranaense, já que melhoraria o ágio do Banestado em até 50%. Hoje, o valor mínimo para a venda do Banestado está em R$ 434 milhões. Quatro dos cinco bancos interessados no Banestado também estão na disputa pelo Banespa: Bradesco, Itaú, Santander e Unibanco. O ABN-Real é o único que mostrou interesse apenas pelo banco paranaense.
O presidente do Banestado disse que veio à Londrina participar de uma reunião, realizada anteontem, com todos os gerentes da região. A reunião, segundo ele, foi para tratar das novas metas que o banco deve atingir e manter a motivação, independentemente da privatização. Queremos que nossos gerentes continuem atingindo suas metas para que o banco continue a crescer. Ainda ontem, Reinhold Stephanes faria uma palestra sobre economia na Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão.


