Adiado reajuste de tarifas do transporte interestadual
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
A Agência Nacional de Transportes (ANTT) decidiu adiar o reajuste das tarifas do transporte interestadual e internacional de passageiros, por tempo indeterminado. O órgão regulador informou que entrou em um processo de negociação com as empresas que operam 2.652 linhas de ônibus, de longo curso (maiores que 75 km), e que o percentual só deverá ser concedido quando as discussões entre ambas as partes forem concluídas.
Para se chegar ao valor do reajuste, a ANTT e as companhias de ônibus dispõem de uma fórmula matemática, que leva em consideração oscilações do custo com óleo diesel, aumento dos salários e inflação. A agência defende que o motivo da postergação está na demora em concluir os cálculos. Como não houve acordo entre governo e empresas, as discussões continuam e terão como foco "manter a tarifa a um preço justo para o consumidor"
Diretor da Associação Brasileira de Transporte Terrestre Interestadual (Abratti) e presidente da Viação Garcia, José Luís Teixeira, afirma que o reajuste estava previsto para valer a partir do dia 1º de julho e que a decisão da ANNT foi motivada pelo momento político e social no Brasil, decorrente das manifestações que se espalharam pelo País nas últimas semanas. Em seu anúncio oficial a Agência não faz essa relação.
Teixeira destaca que seguindo o cálculo estipulado, o aumento das tarifas seria, em média, de 7% e que um reajuste abaixo desse valor traria prejuízo ao setor. "Não teria o que discutir, é pura matemática. Só o diesel teve aumento de 18% no ano passado. Quando não têm prejuízo, as empresas lucram em torno de 3% a 6% daquilo que faturam".
Mesmo assim ele afirma que a Abratti está disposta a negociar, ouvindo o que o a ANTT tem a apresentar, mas solicitando alguma contrapartida para equilibrar o reajuste. "É um momento de entendimento. Uma possibilidade seria pedir que o governo tirasse, pelo menos temporariamente, o Pis/Cofins, que é de 3,65%", destaca.
Ele ainda ressalta que, de qualquer maneira, as empresas têm pressa em resolver a situação, pois o próprio adiamento do reajuste já pode implicar em prejuízo. "Usando o exemplo da própria Garcia, para cada mês sem o reajuste perco R$ 700 mil do lucro líquido". (Com agências)


