O governo vai prorrogar por seis meses o prazo para a liquidação final da conta-petróleo, o débito histórico da União com a Petrobras, que atingiu R$ 5,8 bilhões em 1998 e seria extinto no dia 31 de dezembro. Uma medida provisória, que será publicada segunda-feira, estende até o fim de junho a data do encontro de contas entre o governo e a estatal, deixando claro que a partir de 1º de janeiro a conta será congelada.
A conta-petróleo é uma dos principais passivos herdados pelo governo federal e sua liquidação estava prevista na Lei do Petróleo, de 97. A primeira auditoria na conta, concluída em 1998, apontava um débito de R$ 5,8 bilhões.
De 1964 até 1988, a conta-petróleo era considerada equilibrada, pois o débito da União com a estatal vinha sendo periodicamente quitado. A partir do final do governo do presidente José Sarney (1985 a 1990), porém, o governo passou a dever cada vez mais para a estatal, quando o preço do combustível passou a ser utilizado como instrumento de política econômica. A Petrobras importava petróleo mas cobrava menos no mercado interno. Em 2000, este balanço fechou negativo em R$ 500 milhões. Em 2001, o valor ficou positivo porque o valor do petróleo importado foi menor do que o preço de venda.

Opep A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou ontem que vai reduzir sua produção em 1,5 milhão de barris diários (mbd) nos próximos seis meses com o objetivo da fazer os preços subirem.

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